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13 de Outubro

 

  Beato Pedro Adriano de Toulorge,

 Presbítero e Mártir da Nossa Ordem. Memória – Vermelho

 

            Pedro-Adriano Toulorge nasceu em 4 de maio de 1757, na Muneville-le-Bingard, situada em Normandia. Formado pelo Seminário de Coutances, foi ordenado sacerdote em 1782, provavelmente no mês de junho. Por volta do ano de 1782, foi nomeado vigário paroquial em Doville, onde Francisco Le Canut, premonstratense da antiga Abadia de Blanche era o atual pároco. Em 1787, o jovem vigário ingressou nessa mesma Abadia, tornado-se também dessa forma, filho de São Norberto. Pedro-Adriano fez o noviciado na Abadia de Beauport e, em 1792 retornou para Blanchelândia.

            Durante a Revolução Francesa, ele ouviu falar da nova lei decretada em 26 de agosto de 1792, ordenando a morte de todos os padres funcionários que testemunhassem contra a Revolução existente. Crendo estar presente nessa lista, devido as suas idéias contrárias a Revolução, decidiu partir refugiando-se na ilha inglesa de Jersey. Os oficiais municipais não deram tanta atenção as denuncias do Padre Toulorge e, deixaram-no atravessar a fronteira tranquilamente. Após algum tempo, percebendo que as suas exortações contra o que estava acontecendo na sociedade francesa naquela época não insultavam necessariamente aos revolucionários, decidiu retornar para a França. Entretanto, desembarcou clandestinamente em Portbail, instalando-se num esconderijo situado na mesma região. Em todos os lugares que ia, levava sempre consigo o hábito religioso, ornamentos litúrgicos para celebrar a Missa, livros litúrgicos e uma pedra de altar.

            Em setembro de 1793, um ano depois da sua chegada, ordenaram que ele fosse capturado e em seguida julgado. O Tribunal não obteve nenhuma prova a respeito da sua estadia em Jersey. Mas Adriano Toulorge, depois de muito hesitar, sabendo estar correndo risco de vida, disse toda a verdade aos malfeitores, tendo a certeza de que agora estava sendo perseguido pelo fato de ser um sacerdote católico. Após a sentença final, recebeu a pena de morte, sendo executada dentro de 24 horas. O silêncio tomou conta de todos nesse momento, sendo interrompido por um distinto “Deo Gracias” de Pedro-Adriano. Ele prosseguiu dizendo: “Que a vontade de Deus seja feita e não a minha! Adeus senhores; até à eternidade, se vocês forem dignos de recebê-la”. Na noite precedente a sua morte havia dito ao seu irmão: “Alegra-te do que Deus me considerou digno de sofrer, não somente a prisão, mas também a morte por seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Longe de afligir-te por minha pena, alegra-te e repete comigo: que Deus seja louvado! Desejo-te uma vida santa e o paraíso no fim dos teus dias, assim como para minha irmã, para meu sobrinho e para toda minha família”.

            No dia 13 de outubro de 1793, um grupo de soltados o guiaram rumo a Praça da Croûte, onde a guilhotina estava fixada. Nas ruas, por onde o cortejo passava, os habitantes fechavam as janelas como sinal de protesto. Pe. Pedro-Adriano, já à beira da morte, suplicou com vos forte: “Meu Deus, deposito minha alma em vossas mãos. Peço-vos ainda, o restabelecimento e a conversão da vossa Santa Igreja. Perdoai os meus amigos, eu vos suplico meu Deus”. Após ser executado seu corpo foi levado por uma carroça ao cemitério São Pedro, onde o sepultaram.

 

Oração do dia

 

Deus eterno e onipotente, que na perseguição enchestes da força do Espírito Santo, o bem-aventurado sacerdote Pedro Adriano, para que oferecesse a sua vida como mártir da verdade de Cristo, concedei-nos, por sua intercessão e com o seu exemplo, de nos conformarmos sempre aos ensinamentos do Evangelho e de testemunhar o teu amor para com o próximo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém